Doença Pilonidal

Atualmente utilizamos o termo Doença Pilonidal para nos referirmos às diferentes apresentações desta doença: cisto, sinus e abscesso pilonidal. Foi descrito pela primeira vez em 1847 e possui diferentes sintomas e tipos de tratamento.

O termo "pilonidal" é derivado de "pilus" (cabelo) + "nidus" (ninho) - e é isso que muitas vezes vemos: um ninho de pêlos localizado na região sacro-coccígea (em especial na linha média do corpo, mas também podendo aparecer um pouquinho mais para o lado).

Os pacientes geralmente estão no final da adolescência e início da idade adulta, e os homens são afetados de 2 a 4 vezes mais que as mulheres.

Alguns fatores de risco para o surgimento da doença pilonidal são:

⛔️ Sobrepeso e obesidade

⛔️ História familiar

⛔️ Sedentarismo

⛔️ Trauma ou irritação local

E daonde vem isso?

Muitas teorias já existiram e antigamente acreditava-se que era uma doença causada por má formação congênita, onde tecidos do embrião ficassem aprisionados embaixo da pele. Atualmente as evidências sugerem que é um problema adquirido ao longo da vida.

Não se sabe exatamente como é o desenvolvimento, mas os pêlos associados a reações inflamatórias contribuem para o surgimento: tudo leva a crer que estes pêlos penetram para dentro da pele, levando à formaçao de cistos, que podem, inclusive, formar pequenos "caminhos" subcutâneos (sinus)

O que a pessoa sente?

Existem pessoas que não têm nenhum sintoma: procuram atendimento apenas por notar os orifícios nas costas.

Outras podem ter drenagem crônica de secreção e desconforto.

E há ainda casos em que temos abscessos (dor intensa, vermelhidão, inchaço, mal estar e febre).

Como é feito o diagnóstico?

O diagnóstico não é difícil para o profissional especializado: bastará uma consulta e exame físico. Exames adicionais podem ser solicitados de acordo com o caso.

E o tratamento?

Naqueles pacientes com poucos sintomas podemos apenas observar e deixar o tratamento para quando (e se) os sintomas surgirem. Nestes pacientes a perda de peso e a depilação da região  (pode ser usada lâmina ou mesmo depilação a laser) são fundamentais.

Naqueles casos onde o primeiro sintoma é o aparecimento do abscesso pilonidal, usualmente é realizada a drenagem(que permitirá a saída do pus e controle da infecção) e programada a cirurgia.

Quando existem sintomas de inflamação crônica podemos usar diferentes técnicas cirúrgicas para o tratamento, como a retirada de todo o tecido (o que usualmente produz feridas maiores), a simples abertura do cisto com aproximação de suas bordas (o que produz feridas de tamanho menor) e, em alguns casos, o uso de retalhos complexos. Os túneis subcutâneos, se existirem, existem devem ser desfeitos. A cirurgia usualmente é realizada com anestesia raquidiana e sedação, ou anestesia geral. O paciente pode voltar no mesmo dia para sua casa.

Apesar de muitas vezes a ferida operatória ser considerada grande, ela não costuma ser dolorosa e os cuidados com a limpeza são simples de manter em casa. Parte fundamental do cuidado é manter uma área de 3-4cm ao redor do ferimento sem pelos.

Pode haver recidiva após a cirurgia em torno de 10% dos casos.

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